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Reforma Tributária: O que já mudou e como sua empresa pode se preparar antes que seja tarde

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A Reforma Tributária não é mais um projeto distante. 
Ela já começou — e as mudanças já estão mexendo com a rotina e o planejamento de milhares de empresas no Brasil. 

Enquanto muitos empresários ainda acreditam que “tudo só começa em 2026”, decisões tomadas agora podem definir quem vai ganhar competitividade e quem vai pagar mais impostos no futuro. 

Neste artigo, vamos explicar: 

  • O que já entrou em vigor 
  • Quais mudanças vêm na sequência 
  • Como adaptar seu planejamento tributário 
  • E por que agir agora pode significar economia e segurança para o seu negócio 

O que é a Reforma Tributária (e o que ela muda para você)

A Reforma Tributária é uma das maiores mudanças do sistema tributário brasileiro das últimas décadas.

Apesar de muitos acreditarem que ela só entrará em vigor em 2026, a verdade é que os impactos já começaram a ser sentidos.

O novo modelo vai alterar profundamente a forma como os impostos sobre o consumo são cobrados, unificando tributos e criando novas regras para cálculo e recolhimento. Isso significa que empresas de todos os portes — do Simples Nacional ao Lucro Presumido e Lucro Real — terão que se adaptar para manter a competitividade e evitar prejuízos.

Ela não altera tributos sobre renda, patrimônio ou folha de pagamento — o foco é exclusivamente naquilo que compramos ou vendemos. 

O objetivo declarado é simplificar o sistema, substituir uma série de tributos atuais (PIS, COFINS, ICMS e ISS) por dois novos impostos

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de competência compartilhada entre estados e municípios 
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência da União 

A cobrança será com a aplicação do princípio do destino — o imposto será recolhido no local onde ocorre o consumo, e não na origem do produto ou serviço. 

📌 Em resumo: 

  • Vai afetar todas as empresas que compram ou vendem bens e serviços. 
  • Não muda a tributação sobre salários, lucros ou imóveis. 
  • O impacto pode ser positivo ou negativo dependendo do setor e do planejamento da empresa. 

Por que se planejar agora? 

Muitos empresários ainda acreditam que só precisam se preocupar com a Reforma em 2026, mas a verdade é que as regras de transição já estão influenciando decisões estratégicas hoje. 

Quem se adianta pode reduzir riscos, aproveitar oportunidades e evitar perdas financeiras — enquanto quem espera demais corre o risco de pagar mais imposto ou perder competitividade. 

Imposto Seletivo

A Reforma Tributária trouxe uma novidade que já está chamando atenção dos empresários: o Imposto Seletivo

Previsto na Lei Complementar nº 214/2024, ele será aplicado sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O objetivo é desestimular o consumo desses produtos e compensar eventuais custos sociais e ambientais que eles geram. 

Entre os exemplos mais citados estão: 

  • Bebidas alcoólicas 
  • Cigarros e derivados do tabaco 
  • Produtos e serviços com alto impacto ambiental negativo 

O Imposto Seletivo será cobrado de forma cumulativa, ou seja, sem direito a créditos, e adicionalmente ao IVA (CBS e IBS). Isso significa que, para empresas que atuam nesses setores, haverá um aumento direto na carga tributária. 

🔍 Por que isso importa para o empresário? 
Mesmo que sua empresa não comercialize diretamente esses produtos, o impacto pode vir na cadeia de suprimentos, aumentando custos de insumos ou serviços. 

Por isso, é fundamental que o planejamento tributário da sua empresa já considere a aplicação do Imposto Seletivo e avalie alternativas para mitigar seus efeitos. 

A Reforma Tributária não é promessa: já é realidade 

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Em dezembro de 2023, a Emenda Constitucional nº 132 foi aprovada, trazendo importantes alterações na Constituição Federal sobre a tributação sobre o consumo.
Em janeiro de 2025, foi publicada a Lei Complementar nº 214, regulamentando a Reforma Tributária sobre o consumo.

A Reforma foi desenhada para ter uma transição gradual, mas com marcos decisivos: 

2025 – Regulamentações 
2026 – Alíquotas testes de CBS e IBS
2027 – Extinção do PIS e da COFINS e cobrança integral da CBS (além da extinção de 95% do IPI – sendo mantido apenas para produtos fabricados na Zona Franca de Manaus)
2029 – 2032 – Redução gradual do ICMS e do ISS e início da cobrança de IBS
2033 – Vigência integral do novo sistema

Atenção: As decisões que sua empresa tomar hoje sobre precificação, contratos e investimentos já precisam considerar essas mudanças. 

Setores com tratamento diferenciado 

A LC 214/2023 trouxe regimes específicos para alguns setores, como: 

  • Educação 
  • Saúde 
  • Transporte público coletivo 
  • Atividades agropecuárias 
  • Produção cultural e esportiva 
  • Construção civil 
  • Entre outros

Se sua empresa se enquadra em algum desses setores, a hora de revisar a estratégia tributária é agora

Impactos no caixa da empresa

Mesmo antes da cobrança integral dos novos impostos, mudanças nas obrigações acessórias e na forma de apuração de créditos já podem mexer com seu fluxo de caixa

⚠️ Risco comum: não adequar o sistema de gestão para os novos layouts fiscais e perder prazos. 
Oportunidade: ajustar contratos e custos considerando as novas regras para evitar surpresas. 

Para não ser pego de surpresa: 

  • Mapeie o impacto das novas regras no seu setor 
  • Revise contratos de longo prazo 
  • Atualize sistemas e ERPs 
  • Considere a migração de regime tributário se houver vantagem 
  • Invista em planejamento tributário preventivo 

O custo de esperar 

Esperar “a poeira baixar” pode custar: 

  • Perda de benefícios fiscais e oportunidades tributárias
  • Pagamento de impostos maiores por erro de enquadramento 
  • Multas por descumprimento de novas regras 
  • Perda de competitividade no mercado 

Enquanto alguns estão parados, outros já estão ganhando mercado aproveitando oportunidades trazidas pela Reforma. 

Quem começar a agir agora terá mais controle, economia e segurança para atravessar as mudanças. 

📌 Se a sua empresa ainda não revisou o planejamento, esse é o momento de conversar com um advogado tributarista para desenhar estratégias específicas para o seu negócio. 

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Cada decisão tomada agora pode significar economia ou prejuízo nos próximos anos.

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